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Desteorize-se (by Vivian Arouck)


(via thedarkestglow)




sempretemosescolhas Asked:
PARABÉENS, TUDO DE BOM!!!

My answer:

brigaaaaaaaaaaaaaaaaaada (:





(via love-a-lee-lorina)


Tagged as: patrick, stump,

(via porraeuteamo)


Eu estou ficando velha. E a cada ano percebo que a vida vai piorando cada vez mais. Eu posso conquistar coisas, posso ter dinheiro, posso ter milhões de “amigos”, posso ficar mais forte e tudo mais, só que do lado de dentro tudo parece mais cinza do que ano passado. A rotina coloca minhas primeiras ruguinhas no canto dos olhos. E no meio da testa já vejo um risquinho de preocupação.
Nos intervalos da minha vida de adulta, fiquei lembrando das frases típicas e de pequenas atitudes que me fazem lembrar que alguém já me amou um dia. Lembro quando ele olhava pra mim com aquelas pupilas enormes, pegava minha mão e dizia: “tá doendo tanto assim?” Ele falava sempre essa frase quando me via com cara de dor seja pelos joelhos estragados, seja por qualquer outra coisa. Daí ele tirava forças de onde não tinha, me carregava no colo e me deitava na cama dele com nossos perfumes misturados. Hoje isso é só uma lembrança borrada por lágrimas insistentes.
Lembro de quando aquele outro percorria nãoseiquantos quilômetros de manhã cedo pra que eu perdesse o medo de dirigir enquanto ia ao trabalho. Ele me buscava com cara de sono e depois sentava no banco do passageiro até que eu chegasse lá. Tinha fé em mim, mesmo depois dos meus choros de desespero quando eu apagava o carro naquele cruzamento.
Às vezes eu prefiro lembrar das coisas boas que me fizeram sentir importante por um tempo do que ficar remoendo todas aquelas palavras e momentos horríveis que me tornaram essa pessoa rancorosa e hostil que eu sou hoje. Por mais que essas coisas ruins não saiam da minha cabeça.
Não que eu seja mal resolvida, mas do lado de dentro do peito as coisas não fazem sentido algum.
Eu tenho me tornado uma pessoa melhor, mas cada dia me parece uma dor nova, uma mágoa antiga e frustrações inerentes.
E eu sinto falta da entrega. Da minha entrega.
Sinto falta de uma mão pra entrelaçar os dedos quando eles formigarem de ansiedade. Sinto mais falta ainda de como eu consigo me superar e crescer pra ver alguém bem.
Não é nem falta de amor-próprio, é falta de amor-ao-outro.
Hoje eu tenho lutado e me esforçado por mim mesma e para mim mesma. E não é tão legal assim. Isso tudo porque talvez eu não saiba ser sozinha…
E eu estava lá, me apaixonandinho de novo. Estava disposta de novo. Me sentindo bem de novo por poder ser mais que culpa e erros pra alguém. Até perceber que não seria suficiente, de novo…
Isso hoje em dia não me ‘mata’ mais. Mas dói, dói muito.
Be strong. Be strong. Be strong…
-V (desteorize-se)

Eu estou ficando velha. E a cada ano percebo que a vida vai piorando cada vez mais. Eu posso conquistar coisas, posso ter dinheiro, posso ter milhões de “amigos”, posso ficar mais forte e tudo mais, só que do lado de dentro tudo parece mais cinza do que ano passado. A rotina coloca minhas primeiras ruguinhas no canto dos olhos. E no meio da testa já vejo um risquinho de preocupação.

Nos intervalos da minha vida de adulta, fiquei lembrando das frases típicas e de pequenas atitudes que me fazem lembrar que alguém já me amou um dia. Lembro quando ele olhava pra mim com aquelas pupilas enormes, pegava minha mão e dizia: “tá doendo tanto assim?” Ele falava sempre essa frase quando me via com cara de dor seja pelos joelhos estragados, seja por qualquer outra coisa. Daí ele tirava forças de onde não tinha, me carregava no colo e me deitava na cama dele com nossos perfumes misturados. Hoje isso é só uma lembrança borrada por lágrimas insistentes.

Lembro de quando aquele outro percorria nãoseiquantos quilômetros de manhã cedo pra que eu perdesse o medo de dirigir enquanto ia ao trabalho. Ele me buscava com cara de sono e depois sentava no banco do passageiro até que eu chegasse lá. Tinha fé em mim, mesmo depois dos meus choros de desespero quando eu apagava o carro naquele cruzamento.

Às vezes eu prefiro lembrar das coisas boas que me fizeram sentir importante por um tempo do que ficar remoendo todas aquelas palavras e momentos horríveis que me tornaram essa pessoa rancorosa e hostil que eu sou hoje. Por mais que essas coisas ruins não saiam da minha cabeça.

Não que eu seja mal resolvida, mas do lado de dentro do peito as coisas não fazem sentido algum.

Eu tenho me tornado uma pessoa melhor, mas cada dia me parece uma dor nova, uma mágoa antiga e frustrações inerentes.

E eu sinto falta da entrega. Da minha entrega.

Sinto falta de uma mão pra entrelaçar os dedos quando eles formigarem de ansiedade. Sinto mais falta ainda de como eu consigo me superar e crescer pra ver alguém bem.

Não é nem falta de amor-próprio, é falta de amor-ao-outro.

Hoje eu tenho lutado e me esforçado por mim mesma e para mim mesma. E não é tão legal assim. Isso tudo porque talvez eu não saiba ser sozinha…

E eu estava lá, me apaixonandinho de novo. Estava disposta de novo. Me sentindo bem de novo por poder ser mais que culpa e erros pra alguém. Até perceber que não seria suficiente, de novo…

Isso hoje em dia não me ‘mata’ mais. Mas dói, dói muito.

Be strong. Be strong. Be strong…

-V (desteorize-se)

comoeumesintoquando:




(Source: youngli0ns, via 8-infinitte)


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Teorizando sentimentos, contextualizando idéias, desabafando, procrastinando e praticando o blablabla

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